SOBRE Mim

Reinaldo Salvador Renzo

Reinaldo Salvador Renzo

Se sua forma exterior aparece para você maravilhosamente construída, lembre-se que ela não é nada se comparada à alma que habita sua estrutura; porque ela, seja ELA o que for é certamente uma coisa divina!
— atribuído a Leonardo Da Vinci

Meu nome é Reinaldo Renzo. Minha primeira formação foi como arquiteto e urbanista (FAU-UMC de 1975 a 1979) onde comecei a apreciar o espírito das relações entre estruturas e espaços.

A convivência com a música é sempre indireta. Minha mãe, pianista e professora de piano, instrumento para mim proibido pelo meu pai. Eu o tocava escondido. Porém aquele piano me acompanhou, como um amigo travesso com quem eu compartilhava minhas emoções, até minha partida à Europa, em 1988.

Em 1976 tive, por quatro anos, o contato mais direto com a música sendo integrante do Madrigal Hugh Ross, regido por José Ferraz de Toledo Neto. O canto me libertava. Em 1985 terminei meu curso de formação de ator e diretor de teatro da Escola de Artes Dramáticas da ECA-USP, onde através do conhecimento de movimentos lúdicos nas das várias práticas de técnicas corporais integrativas, que também me libertavam.

Devido a demasiada insegurança emocional, para um ator de teatro e cinema de 1977 a 1991, se agravaram muitas das dores corporais que tive desde a segunda infância.

Conheci a Técnica Alexander em 1988, em Londres, onde trabalhei como performer, ator, produtor e cantor de minha banda de música popular brasileira. As dores e desconfortos psicossomáticos continuavam. Foi com o método de Alexander incorporado em minha vida que aprendi a lidar melhor com as dores. Em tempo relativamente pequeno me senti mais seguro no palco, a cantar melhor e mais livremente.

Em 2018 celebrei os 30 anos de prática desse sensacional método educacional


Completei minha formação como professor em 1995, no Brighton Alexander Centre e, em 1999, recebi o certificado de pós-graduação no Constructive Teaching Centre. Um ano antes, já era assistente de Dick Gilbert, diretor do primeiro curso de formação de professores da Técnica Alexander, em Helsinki na Finlândia.

Foi ali, entre 1998 e 2000 com ele vivenciei e pratiquei a habilidade de perceber finos detalhes e manifestações "escondidas" e ao mesmo tempo reveladoras dos estudantes em formação na escola e alunos de oficinas introdutórias durante suas atividades. Isto, graças a Dick, inglês da Cornualha, que também era um pintor moderno e de cuja arguta observação o permitia improvisar com pinceladas livres o que observava ativamente nas paisagens traduzindo-as e as revelando nas telas. Esse seu trabalho de observação astuta e distanciada corroborou muito para ele se tornar um professor ímpar nas atividades práticas que fazíamos com nossos alunos nos cursos de atividades direcionadas. Desde minha volta ao Brasil em 2004, compartilho esta habilidade de liberar o potencial criativo nos meus cursos Pensando Na Performance.

Músicos, educadores musicais, palestrantes, empresários, cuidadores e público em geral podem aprender a lidar com as dores e limitações de seu corpo ampliando muito o alcance na percepção de seus alunos, pacientes ou clientela.

Além disto dirijo a Escola PAULISTA DA Técnica Alexander, primeira escola de Formação de Professores da Técnica Alexander, no Brasil desde 2010.


SOBRE O PENSAR EM ATIVIDADE

Alexander chamou de ‘meios pelos quais’, os meios inteligentes para a conquista de qualquer objetivo.
Usando essa atitude consciente, novos padrões musculares se estabelecem e, aos poucos, se tornam familiares.
Assim, os meios inteligentes passam a justificar os fins!

O termo Pensar em Atividade indica ‘ação’ e ‘pensamento na ação’, integrando mente-corpo.
Vivemos numa cultura imediatista: assim que desejamos atingir um fim, imediatamente mobilizamos todas as nossas energias para a conquista desse fim, não importando como usamos nosso corpo no processo.
São os fins justificando os meios!

 
Os termos ‘Pensar em Atividade’, de John Dewey e ‘Uso de Si Mesmo’, de F. M. Alexander, são exemplos de princípios que objetivam resolver, tanto na nossa linguagem, como no nosso pensamento, a dicotomia entre mente e corpo.
— Jean M. O. Fischer

o projeto técnica Alexander: Pensar em Atividade

Valéria Campos - Roberto Reveilleau - Isabel Sampaio - Reinaldo Renzo - 1999 no Alcaparra

Valéria Campos - Roberto Reveilleau - Isabel Sampaio - Reinaldo Renzo - 1999 no Alcaparra

Para não deixar seus alunos sem opção de desenvolver o trabalho com ela iniciado em 1992, minha primeira professora, Isabel Sampaio, inspirada nos princípios de Pensar Em Atividade, convidou a mim, que estava morando entre a Inglaterra e Finlândia, e a Roberto Reveilleau e Valéria Campos, do Rio de Janeiro, para virmos anualmente a São Paulo por períodos regulares.

Nós havíamos nos encontramos em Londres, no final da década de 80, quando estudávamos o método e, apesar de termos concluído nossa formação em cursos diferentes, compartilhávamos nossas diferentes abordagens e características individuais de aprendizado com seus alunos. Mantendo esse intercâmbio de experiências e principalmente, dando a eles oportunidades de receberem diferentes informações de cada professor, o aluno tinha a chance de vivenciá-las informações e experiências variadas.

O projeto cumpriu seu objetivo com muito êxito, entusiasmo e satisfação até 2004, quando decidi voltar ao Brasil suprindo a necessidade original do projeto.
Nossos alunos já traçavam seus próprios caminhos.

Para mais informações: reinaldo@pensarematividade.net


BREVE HISTÓRICO

1999 - Rua dos miranhas - SP - Capital

A partir do ano 2000, a semente que fora jogada pela professora Isabel Sampaio, a esse grupo de professores em 1999, deu frutos.

Vários encontros entre alunos e professores do Rio de Janeiro e São Paulo aconteceram. Ao longo dos quatro anos seguintes os professores confirmaram a riqueza desse contato no desenvolvimento do trabalho com seus alunos. Especialmente no que diz respeito a não se fixarem numa única forma de aprendizado.

O projeto cumpriu com êxito, muito entusiasmo e satisfação, seu objetivo e, em 2004, com a volta do professor Reinaldo Renzo ao Brasil a necessidade original do projeto foi suprida.


1º pré curso para a formação da ESCOLA BRASILEIRA DE PROFESSORES DA TÉCNICA ALEXANDER

2008 - Rua Gassipós - SP - Capital

Em 2007 começamos o projeto para estabelecer a primeira Escola Brasileira de Formação de Professores da Técnica Alexander: Pensar Em Atividade. Em 2008, fizemos o primeiro pré-curso para nossos alunos regulares. Os pré-cursos dão uma percepção prática para esclarecer quais são as regras de um curso de formação da Técnica Alexander e para vivenciar como são organizados. E foi em agosto de 2010 que iniciamos as atividades da escola.

Os professores idealizadores do projeto Técnica Alexander: Pensar em Atividade continuam tendo como tônica de seu trabalho o aprimoramento da atitude de pesquisar constantemente o uso do organismo humano através do intercâmbio com outros professores da técnica.