Sobre o Pensar em Atividade

Usando essa atitude consciente como meios, podemos perceber que aos poucos o novo, que a princípio nos parece estranho, passa a dialogar com o familiar até que este deixe de ser necessário.

Assim, os meios – inteligentes – passam a justificar os fins!

Inspirados nesse princípio criamos o projeto Técnica Alexander: Pensar em Atividade.

Ele surgiu especialmente para dar oportunidade aos alunos de não se fixarem numa única forma de aprendizado, incentivando-os a traçar seus próprios caminhos, por experiências e observações próprias, enriquecendo assim o processo de aprendizagem individual.

O termo Pensar em Atividade indica ‘ação’ e ‘pensamento na ação’, integrando mente-corpo.

Vivemos numa cultura imediatista: assim que desejamos atingir um fim, imediatamente mobilizamos todas as nossas energias para a conquista desse fim, não importando como usamos nosso corpo no processo.

São os fins justificando os meios!

Alexander chamou de ‘meios pelos quais’, os meios inteligentes para a conquista de qualquer objetivo.

 
Os termos ‘Pensar em Atividade’, de John Dewey e ‘Uso de Si Mesmo’, de F. M. Alexander, são exemplos de princípios que objetivam resolver, tanto na nossa linguagem, como no nosso pensamento, a dicotomia entre mente e corpo.
— Jean M. O. Fischer
 

 
Valéria Campos - Roberto Reveilleau - Isabel Sampaio - Reinaldo Renzo - 1999 no Alcaparra

Valéria Campos - Roberto Reveilleau - Isabel Sampaio - Reinaldo Renzo - 1999 no Alcaparra

 

histórico

principalmente, de dar oportunidade a seus alunos de receberem informações das diferentes abordagens de cada professor.

Essa idéia de desenvolver um trabalho contínuo, onde o aluno tivesse a chance de vivenciar informações e experiências variadas, sempre esteve presente em nosso pensamento.

Mas montar um projeto com uma equipe afinada, disponível e financeiramente viável parecia próximo do impossível.

O projeto Técnica Alexander: Pensar em Atividade foi idealizado por um grupo de professores brasileiros que se encontraram em Londres, no final da década de 80, quando estudavam a Técnica Alexander.

Apesar de terem concluído sua formação em cursos diferentes, este grupo apresenta pontos comuns na abordagem de aprendizado e ensino, e mantém suas caracteríscas individuais.

De volta ao Brasil, esses professores sentiram a necessidade de manter um intercâmbio de experiência


1999 - Rua dos miranhas - SP - CAPITAL

Nos anos seguintes, de 2001 a 2005, Isabel Sampaio, de Lyon, na França; Reinaldo Renzo, da Inglaterra e Finlândia e Roberto Reveilleau, do Rio de Janeiro, vieram a São Paulo por períodos regulares para cumprir o projeto com êxito, muito entusiasmo e satisfação.

Em 2004 a volta do professor Reinaldo Renzo ao Brasil supriu a necessidade original do Projeto: ter um professor residente em São Paulo que tivesse os mesmos interesses e afinidades do grupo.

Vários encontros entre alunos e professores do Rio de Janeiro e São Paulo aconteceram. E os professores confirmaram a riqueza desse contato no desenvolvimento do trabalho com seus alunos. Especialmente no que diz respeito a não se fixarem numa única forma de aprendizado.

No ano 2000, a semente que fora jogada pela professora Isabel Sampaio, a esse grupo de professores, deu frutos.


2008 - Rua Gassipós - SP - Capital

 de pesquisar constantemente o uso do organismo humano, assim como o intercâmbio com outros professores da técnica.

O projeto Técnica Alexander: Pensar em Atividade continua tendo como tônica o aprimoramento da atitude