Frederick Matthias Alexander

(1869, Austrália - 1955, Inglaterra)

Nasceu em 20 de janeiro, perto da cidade de Wynyard, na ilha Tasmânia. Por ter nascido prematuramente e com saúde precária, Alexander foi o filho protegido de sua mãe. Embora ausente, seu pai era trabalhador e religioso e ensinou-o a ser observador.

Seu professor escocês, Robert Robertson, atuou como figura paterna. Ele também o protegia bastante. Foi Robert quem despertou nele a paixão pelo teatro e pela poesia de William Shakespeare.

Já adolescente, depois de ter vivido e trabalhado em Waratah, Alexander foi viver em Melbourne. Ali ele se descobriu artista. Visitou galerias de arte, frequentou concertos musicais e salas de teatro, aprendeu a tocar violino e, acima de tudo, especializou-se na arte da elocução.

Seus problemas começaram quando estava se tornando ator profissional. Alexander perdia a voz enquanto declamava.

Os médicos não conseguiam descobrir a razão de tal condição. Tendo percebido que não ficava rouco enquanto conversava, deduziu que deveria ser ele mesmo quem estava prejudicando sua voz por fazer algo de errado durante as apresentações.

Inconscientemente, ele contraía os músculos do pescoço, comprimindo assim todo o tronco e os membros.

Em seu terceiro livro, O Uso de Si Mesmo, Alexander descreve como seus problemas vocais deram origem à técnica.

Depois de um longo, persistente e metódico processo de auto-observação, Alexander, como declarou o professor John Dewey em sua introdução ao livro citado, acabou por "criar o que poderíamos denominar uma fisiologia do organismo vivo".

Alexander descobrira que se ele parasse de fazer o errado, o certo aconteceria por si mesmo.

E foi isso o que ele começou a ensinar!

Seu trabalho foi recomendado por médicos da então colônia inglesa a respeitados e influentes profissionais de Londres, para onde Alexander se mudou e se estabeleceu como professor de sua técnica a partir de 1904.

Em 1909, um médico (um de seus primeiros entusiastas) começou a aplicar alguns princípios do trabalho de Alexander sem lhe dar o crédito e o atacou publicamente argumentando que Alexander não tinha conhecimento médico para "curar" as pessoas.

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Em resposta, Alexander, em 1910, publica seu primeiro e contundente livro: Man’s Supreme Inheritance (A Suprema Herança do Homem).

A partir de 1914, Alexander foi para os Estados Unidos e, com a ajuda de suas assistentes, Ethel Webb e Irene Tasker, e mais tarde de seu irmão, A. R. Alexander, passou a frequentar sistematicamente esse país.

Em 1916, Alexander conheceu o pioneiro educacional e filósofo americano John Dewey, que se tornou seu aluno e amigo, abrindo muitos caminhos para a disseminação de sua técnica.

Foi por intermédio de Dewey que, em 1918, Alexander publicou seu livro nos EUA, acrescentando duas novas partes. O Pensar em Atividade pretende publicar a tradução desse livro.

Em 1922, ocorreu caso semelhante ao de 1909, quando um antigo aluno de Alexander publicou um livro descrevendo alguns princípios de sua técnica, dizendo-se autor do método.

Alexander, que já tinha planejado seu segundo livro, acelerou a publicação deste que, segundo ele, é sua mais importante publicação: Constructive Consciouss Control of The Individual (Controle Construtivo e Consciente do Indivíduo).

Em Londres, ele e seus auxiliares abriram um curso de formação em setembro de 1930. Em 1932 publicou o já citado The Use of The Self (O Uso de Si Mesmo). E, devido à Segunda Grande Guerra, Alexander foi, novamente, trabalhar nos Estados Unidos.

Em 1941, publicou seu último livro, The Universal Constant in Living (A Constante Universal no Viver) e, em 1943, retornou a Londres para recuperar seu trabalho que estava sendo perdido devido ao desaparecimento de alguns de seus professores em batalha. Foi nesse período que ele se empenhou em fortalecer o curso de formação de professores.

E, em 1947, mesmo após um derrame cerebral, Alexander se recuperou e continuou a trabalhar até o dia 10 de outubro de 1955, quando faleceu repentinamente.

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