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Frederick Matthias Alexander nasceu na distante ilha australiana de Tasmânia em 1869. Alexander foi influenciado e protegido por sua mãe que, atuando como enfermeira local, saía para socorrer a população. Em suas visitas levava junto consigo o menino, que por ter sempre tido problemas de saúde, tinha medo que este passasse mal durante sua ausência. Durante sua infância, no remoto sítio onde moravam, Alexander convivia e brincava com animais. Sua preferência eram os cavalos. Nos anos escolares ele teve a influência de seu professor, um pastor escocês que fora missionário na localidade. O contato com esse professor marcaria para sempre sua vida, pois foi com este que Alexander aprendeu a se apaixonar pelos versos literários da língua inglesa, mais particularmente com os sonetos e canções de William Shakespeare. Já adolescente, Alexander fora viver em Sydney, onde trabalhara, inicialmente como contador e nas horas em que não trabalhava dedicava-se a desenvolver a arte da recitação. Foi daí, como percebera e citaria mais tarde em seu livro O Uso de Si Mesmo - em que descreve as origens de sua aclamada técnica - que seus problemas vocais começaram. Depois de um longo, persistente e metódico processo de auto-observação Alexander acabou por "criar o que poderíamos denominar uma fisiologia do organismo vivo", como declarou o Professor John Dewey em sua introdução desse seu terceiro livro "O Uso de Si Mesmo". Alexander e seu trabalho foram recomendados, por médicos da colônia inglesa, a respeitados e influentes profissionais de Londres, para onde se mudara e estabelecera sua técnica e profissão, em 1904. Em 1930 ele e seus auxiliares abriram um curso de formação. Mesmo após um derrame cerebral, Alexander se recuperou e continuou a trabalhar contentemente até o seu falecimento, em 1955. |
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"É de nós mesmos que depende sermos assim ou assado. O corpo é nossa horta, e a razão é que cuida dela. (...) o poder para isso está em nós mesmos, em nossa própria vontade. Se a balança da nossa vida não tivesse o prato da razão para contrabalançar o prato das paixões, a baixeza natural dos nossos instintos nos levaria às conclusões mais insensatas. Mas temos a razão para esfriar o fogo dos nossos atos turbulentos, dos nossos desejos carnais, da nossa luxúria desmedida." William
Shakespeare |
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