{\rtf1\mac\ansicpg10000\uc1 \deff122\deflang1033\deflangfe1033{\upr{\fonttbl{\f0\fnil\fcharset256\fprq2{\*\panose 00020206030504050203}Times New Roman{\*\falt Times};}{\f12\fnil\fcharset256\fprq2{\*\panose 00020205020603050602}New York;}
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\sbasedon0 \snext21 header;}}{\info{\title Walter\'d5s Theory why many people don\'d5t realise how much their sensory appreciation has been affected:}{\author Reinaldo Renzo}{\operator Reinaldo Salvador Renzo}{\creatim\yr2004\mo11\dy23\hr15\min56}
{\revtim\yr2004\mo11\dy23\hr15\min56}{\version2}{\edmins0}{\nofpages1}{\nofwords2496}{\nofchars14232}{\*\company jdj}{\nofcharsws17477}{\vern16521}}\paperw11879\paperh16800\margl1134\margr1134\margt-851\margb-851 
\deftab284\enddoc\aenddoc\aftnstart0\hyphhotz0\ftnnrlc\aftnnar\sprstsp\otblrul\brkfrm\noxlattoyen\expshrtn\noultrlspc\dntblnsbdb\sprstsm\truncex\nolead\nospaceforul\msmcap\lytprtmet\hyphcaps0\horzdoc\dgmargin\dghspace120\dgvspace120\dghorigin1701
\dgvorigin1984\dghshow0\dgvshow3\jcompress\viewkind4\viewscale106\pgbrdrhead\pgbrdrfoot\nolnhtadjtbl \fet1\sectd \sbknone\linex0\headery0\footery567\endnhere\sectdefaultcl {\footer \pard\plain \s18\ri-28\nowidctlpar\faauto\adjustright\rin-28\lin0\itap0 
\f122\expnd4\expndtw20\lang2057\cgrid {
\par }}{\*\pnseclvl1\pnucrm\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxta .}}{\*\pnseclvl2\pnucltr\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxta .}}{\*\pnseclvl3\pndec\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxta .}}{\*\pnseclvl4\pnlcltr\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxta )}}
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\pnlcltr\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxtb (}{\pntxta )}}{\*\pnseclvl9\pnlcrm\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxtb (}{\pntxta )}}\pard\plain \qc\ri-1333\sl360\slmult0\widctlpar\faauto\adjustright\rin-1333\lin0\itap0 \f122\expnd4\expndtw20\lang2057\cgrid 
{UMA MANEIRA DE FUNCIONAR
\par por Mary Holland
\par }\pard \qc\ri-595\sl360\slmult0\widctlpar\faauto\adjustright\rin-595\lin0\itap0 {
\par 
\par Traduzido de uma c\u243\'97pia re-impressa, sob permiss\u227\'8bo, do peri\u243\'97dico \ldblquote The Strad\rdblquote  Vol 89, 1063 Novembro de 1978 por Reinaldo S. Renzo e revisado por Ricardo Dannemann em fevereiro de 1999.
\par }\pard\plain \s20\qj\ri-595\widctlpar\faauto\adjustright\rin-595\lin0\itap0 \f12\fs20\expnd2\expndtw10\lang1024\cgrid {\f122\fs24\expnd4\expndtw20 
\par 
\par Cada vez mais pessoas est\u227\'8bo ouvindo falar da T\u233\'8ecnica Alexander, e muitas j\u225\'87 devem ter percebido que, at\u233\'8e mesmo seus amigos que est\u227\'8bo tendo aulas da T\u233\'8ecnica, s\u227\'8bo incapazes de explicar com exatid\u227
\'8bo do que ela se trata.
\par Uma pessoa interessada poder\u225\'87 deduzir que a T\u233\'8ecnica Alexander talvez seja um sistema de relaxamento ou postura. Mas, na verdade, isso n\u227\'8bo \u233\'8e correto; a T\u233\'8ecnica Alexander tamb\u233\'8em n\u227\'8bo \u233\'8e um m\u233
\'8etodo de exerc\u237\'92cios; nem est\u225\'87 relacionada com ioga. \u201\'83 bem possivel que uma pessoa tenha chegado a ouvir: \ldblquote N\u227\'8bo adianta tentar explicar - voc\u234\'90 ter\u225\'87
 que ter uma aula se quiser realmente saber do que se trata\rdblquote . Por que? Uma das raz\u245\'9bes \u233\'8e que o que a pessoa obt\u233\'8em em uma aula \u233\'8e, essencialmente, uma experi\u234\'90ncia, uma experi\u234\'90
ncia de, gradualmente se sentir em um estado melhor. E traduzir uma experi\u234\'90ncia em palavras \u233\'8e como tentar explicar o que \u233\'8e m\u250\'9csica a algu\u233\'8em que nunca tenha ouvido m\u250\'9csica.
\par Portanto, qualquer tentativa de explicar a T\u233\'8ecnica Alexander verbalmente, ser\u225\'87 necessariamente limitada. No entanto, isso n\u227\'8bo significa que tal tentativa n\u227\'8bo poder\u225\'87 ser proveitosa.
\par 
\par A palavra \lquote t\u233\'8ecnica\rquote  poderia ser definida como \lquote uma maneira de funcionar\rquote .}{\cs17\f122\fs24\expnd4\expndtw20\super N{\footnote\ftnalt \pard\plain \s20\qj\fi-284\li851\widctlpar\faauto\adjustright\rin0\lin851\itap0 
\f12\fs20\expnd2\expndtw10\lang1024\cgrid {\cs17\f122\fs16\super N.T.1}{\f122\fs16  No orginal em Ingl\uc1\u234\'90s, A Way Of Working. \lquote Working\rquote , em Ingl\u234\'90
s, compreende diversos significados, entre outros: trabalhar, operar e funcionar. Durante todo o texto, eu escolhi a palavra que mais se enquadre ao contexto.}}.T.1}{\f122\fs24\expnd4\expndtw20 
 Normalmente, significa uma maneira de trabalhar em arte. Vamos considerar a maneira \lquote Alexander\rquote  de operar, n\u227\'8bo na arte de fazer m\u250\'9c
sica, ou de pintar, de fazer arranjos florais ou mesmo no ato de pescar, mas em um outro sentido, um sentido muito mais fundamental do que todos esses: na }{\caps\f122\fs24\expnd4\expndtw20 arte de usarmo-nos a n\u243\'97s pr\u243\'97prios. }{
\f122\fs24\expnd4\expndtw20 Para usarmo-nos a n\u243\'97s mesmos, para viver, n\u243\'97s temos que nos mover. O movimento \u233\'8e uma das maneiras com as quais nos usamos a n\u243\'97
s mesmos como instrumentos, em toda e qualquer atividade que realizamos. Por exemplo: lendo essa revista, suas m\u227\'8bos t\u234\'90m virado as p\u225\'87ginas, e seus olhos t\u234\'90m se movimentado para que seja poss\u237\'92vel que voc\u234\'90
 as leia. Movimento \u233\'8e vida. Uma pessoa desenvolvendo a habilidade de tocar o violino est\u225\'87, na verdade, aprendendo a usar n\u227\'8bo somente um, mas dois instrumentos. \u201\'83 claro que ela tem que aprender a estrut
ura do violino, como ele funciona, qu\u227\'8bo pesado ele \u233\'8e, como segur\u225\'87-lo, como tirar sons dele... mas \u233\'8e sua m\u227\'8bo que o segurar\u225\'87, seu corpo que ter\u225\'87 que apoiar o peso do instrumento, seu bra\u231\'8d
o que ter\u225\'87 que se mover para deslizar o arco sobre as cordas. E a maneira com a qual a pessoa usa a si pr\u243\'97pria determinar\u225\'87, at\u233\'8e que consideravelmente, a maneira com a qual ela toca o instrumento.
\par 
\par No nosso cotidiano, os movimentos expressam bem o nosso estado geral. Quando estamos alegres e as coisas v\u227\'8bo indo bem, nos sentimos mais leves e mais livres do que quando estamos deprimidos. Se um amigo vem nos dar uma boa not\u237\'92
cia, antes de ele sequer dizer uma s\u243\'97 palavra, atrav\u233\'8es de seus passos, n\u243\'97s sabemos que a not\u237\'92cia \u233\'8e boa. Enquanto que, se a not\u237\'92cia for m\u225\'87, ele parecer\u225\'87 fisicamente mais pesado e \ldblquote 
para baixo\rdblquote . \u201\'83 interessante como, no dia-a-dia, algumas express\u245\'9bes s\u227\'8bo precisas na descri\u231\'8d\u227\'8bo de nossos estados f\u237\'92sicos: \ldblquote Eu me sinto super para baixo hoje\rdblquote , ou \ldblquote 
Ela est\u225\'87 nas nuvens\rdblquote  ou mesmo \ldblquote Eles s\u227\'8bo t\u227\'8bo r\u237\'92gidos!\rdblquote .
\par 
\par Na verdade, n\u227\'8bo podemos saber como uma pessoa vivencia os seus movimentos tanto quando podemos saber como ela pensa ou sente. \u201\'83 at\u233\'8e mesmo dif\u237\'92cil sabermos como pensamos e sentimos. Por\u233\'8em, o movimento \u233\'8e
 mais diretamente observ\u225\'87vel do que o pensamento ou a emo\u231\'8d\u227\'8bo, e j\u225\'87 que a rela\u231\'8d\u227\'8bo entre os tr\u234\'90s \u233\'8e incrivelmente entrela\u231\'8dada, a observa\u231\'8d\u227\'8b
o e o trabalho com o movimento podem se constituir em trabalho em \lquote n\u243\'97s mesmos\rquote  em muito mais n\u237\'92veis do que podemos imaginar. Aprender a se movimentar, por um lado, \u233\'8e aprender uma habilidade e, aparentemente, h\u225
\'87 algumas qualidades comuns que determinam o sucesso na execu\u231\'8d\u227\'8bo de qualquer habilidade.
\par 
\par Por exemplo: voc\u234\'90 j\u225\'87 pode ter percebido o imenso prazer que sentimos ao assistirmos pessoas executando algo em que s\u227\'8bo competentes. Um acrobata executando uma fa\u231\'8danha de equil\u237\'92brio aparentemente imposs\u237\'92
vel tem em si um senso de facilidade e prazer que s\u227\'8bo comunicados \u224\'88 plat\u233\'8eia. O relojoeiro trabalhando com min\u250\'9csculas pe\u231\'8das do aparato impressiona um observador com seu infinito cuidado e paci\u234\'90ncia. Uma bail
arina pode parecer tranq\u252\'9fila enquanto executa uma dan\u231\'8da com r\u225\'87pidos e complicad\u237\'92ssimos passos. Inerente a todas essas qualidades de facilidade, gozo, cuidado, calma, est\u225\'87 a habilidade de n\u227\'8b
o se apressar. De saber esperar. O acrobata n\u227\'8bo se precipita, ele espera para se preparar antes de come\u231\'8dar a andar na corda bamba; o relojoeiro necessita de paci\u234\'90
ncia, e isso significa saber esperar. Enquanto ensaia seus movimentos lentamente, a bailarina n\u227\'8bo se apressa, para que na apresenta\u231\'8d\u227\'8bo, ela possa ficar calma e deixar os movimentos r\u225\'87pidos de seus p\u233\'8es acontecerem.

\par 
\par Se quisermos exemplos de habilidade na arte de usarmo-nos a n\u243\'97s mesmos, em movimento, basta olharmos a uma criancinha. A facilidade, o porte, equil\u237\'92brio e variedade de movimentos de uma crian\u231\'8da de dois 
anos de idade, executando qualquer atividade que seja, representa um contraste muito forte com a realidade das juntas endurecidas e m\u250\'9csculos encurtados e rijos que impedem os movimentos de pessoas idosas. Tamb\u233\'8em uma crian\u231\'8da que est
\u225\'87 aprendendo a andar, muito freq\u252\'9fentemente n\u227\'8bo se apressa, ela parece que p\u225\'87
ra para pensar qual seria a melhor forma de enfrentar um problema como talvez, o de descer os degraus de uma escada, enquanto que, quando mais velhos, n\u243\'97s tendemos a repetir o h\u225\'87bito de nos apressarmos, e n\u227\'8b
o nos oferecemos a possibilidade de parar e pensar.
\par 
\par Portanto, em aprendendo a T\u233\'8ecnica Alexander, que bem simplesmente est\u225\'87 relacionada com parar e pensar, n\u243\'97s n\u227\'8bo estamos aprendendo nada novo. Estamos re-aprendendo a habilidade de usarmo-nos bem, mas conscientemente, para n
\u227\'8bo a perdermos novamente. Perder nosso bom uso pode acontecer por diversas raz\u245\'9bes e em diferentes est\u225\'87gios de nossas vidas. M\u225\'87s experi\u234\'90
ncias emocionais podem iniciar o processo, ou mesmo algo mais simples, como imitar inconscientemente o mau uso de nossos pais ou outras pessoas.
\par 
\par A T\u233\'8ecnica Alexander se originou porque um ator australiano chamado Frederick Matthias Alexander percebeu o seu mau uso e se comprometeu a tentar melhor\u225\'87-lo. O que iniciou esse processo foi o fato de que ele se achou em uma situa\u231\'8d
\u227\'8bo em que muitas pessoas, antes dele e certamente muitas depois, devem ter se achado: ele sofria da frustra\u231\'8d\u227\'8bo de n\u227\'8b
o ser capaz de continuar fazendo o que queria mais fazer. O que ele mais queria fazer, e o vinha fazendo com muito sucesso durante muitos anos, era atuar. Ele temia n\u227\'8bo ser capaz de continu\u225\'87-lo fazendo porque ele come\u231\'8d
ou a ter problemas com sua voz. Na Austr\u225\'87lia dos anos 1880, uma forma popular de divers\u227\'8bo era o recital-solo. Essa era a sua especializa\u231\'8d\u227\'8bo. Ele adorava faz\u234\'90-l
o e era bom nisso. Mas depois de alguns anos de sucesso se apresentando, ele come\u231\'8dou a sofrer de rouquid\u227\'8bo e perda de voz. Uma condi\u231\'8d\u227\'8bo embara\u231\'8d
osa para qualquer ator, mas um desastre para um ator solo. Isso acontecera antes do tempo do microfone e qualquer outro aparato tecnol\u243\'97gico. Naquele tempo, era extremamente necess\u225\'87
rio ter uma voz forte para que fosse ouvida no fundo do teatro ou da sala. A primeira obriga\u231\'8d\u227\'8bo de um ator \u233\'8e a de ser ouvido, e um que n\u227\'8bo pode ser ouvido, o melhor que tem a fazer \u233\'8e se apo
sentar. Mas se ele desistisse, estaria jogando fora muitos anos de estudo e prepara\u231\'8d\u227\'8bo, e alguns outros de sucesso. Portanto, esse problema era sua frustra\u231\'8d\u227\'8b
o. Ele queria continuar atuando, fazendo o que mais queria, mas ele n\u227\'8bo conseguia ver uma maneira de tornar a sua voz mais confi\u225\'87vel.
\par 
\par Se ele fosse um m\u250\'9csico que tocasse algum instrumento de cordas, seu problema seria a relut\u226\'89ncia em dar concertos porque ele n\u227\'8bo estaria seguro de que seu bra\u231\'8do, a parte de seu corpo que mais trabalharia para segurar o ar
co, funcionasse. Obviamente, a parte que mais trabalha, no caso de Alexander, a sua voz, ser\u225\'87 aquela que reclamar\u225\'87 mais se estiver sendo continuamente mal-usada. Na sua procura por maneiras de melhorar sua voz, Alexander tentou v\u225\'87
rios m\u233\'8etodos de professores vocais e m\u233\'8edicos, mas sem sucesso duradouro. Finalmente, desesperado, quando foi chamado para um recital importante, ele pediu socorro, mais uma vez, a seu m\u233\'8edico. Desta vez, o m\u233\'8e
dico sugeriu, que ele n\u227\'8bo falasse por duas semanas antes do recital e que descansasse sua voz o mais que pudesse. Alexander seguiu as sugest\u245\'9bes, e na noite do recital, tudo parecia estar indo bem, mas sua rouquid\u227\'8b
o voltou e no final da apresenta\u231\'8d\u227\'8bo, ele praticamente n\u227\'8bo conseguia mais falar.
\par 
\par O que aconteceu em seguida \u233\'8e um exemplo de um mal que veio para o bem. Ele deve ter se sentido muito desencorajado e deprimido. Mas n\u227\'8bo deixou de se perguntar qual a verdadeira raz\u227\'8b
o pela qual isso estava acontecendo. Depois disso, ele perguntou a seu m\u233\'8edico: \ldblquote N\u227\'8bo seria razo\u225\'87vel concluir que naquela noite eu estaria fazendo alguma coisa, na maneira de usar a minha voz, que causou o problema?
\rdblquote  O m\u233\'8edico concordou que s\u243\'97 poderia ser isso, por\u233\'8em n\u227\'8bo p\u244\'99de dar qualquer contribui\u231\'8d\u227\'8bo sobre o que seria.
\par 
\par A essa altura, \u233\'8e interessante notar o qu\u234\'90 Alexander n\u227\'8bo fez. Ele n\u227\'8bo gastou anos procurando outros professores. Ele n\u227\'8bo continuou indo de m\u233\'8edico em m\u233\'8edico queixando-se da falta de compet\u234\'90
ncia destes para cur\u225\'87-lo. Acima de tudo, ele n\u227\'8bo desistiu de ser ator e foi procurar outra profiss\u227\'8bo, passando o resto de sua vida reclamando sobre a \ldblquote fatalidade\rdblquote 
 que o fez desistir do que ele mais gostava de fazer. Ele decidiu que, se estivesse fazendo alguma coisa errada naquele recital que causasse sua rouquid\u227\'8bo, a causa estaria em suas m\u227\'8bos. Ao inv\u233\'8es de culpar as circunst\u226\'89
ncias, ou mesmo maus professores, ele assumiu a responsabilidade pela sua pr\u243\'97pria condi\u231\'8d\u227\'8bo.
\par 
\par Quando come\u231\'8dou, ele contava com somente dois fatos concretos: ele ficava rouco enquanto trabalhava e n\u227\'8bo ficava rouco no cotidiano, enquanto usava sua voz para falar. Portanto, ele estava fazendo alguma coisa enquanto recitava que n\u227
\'8bo fazia quando usava sua voz no dia a dia. E como n\u227\'8bo podia sentir a diferen\u231\'8da, ele pensou que talvez fosse poss\u237\'92vel \lquote ver\rquote  alguma diferen\u231\'8da. A determina\u231\'8d\u227\'8bo em resolver seu problema
 sozinho o levou a se observar em um espelho.}{\cs17\f122\fs24\expnd4\expndtw20\super N{\footnote\ftnalt \pard\plain \s15\qj\fi-284\li851\widctlpar\faauto\adjustright\rin0\lin851\itap0 \f122\fs20\expnd4\expndtw20\lang2057\cgrid {
\cs17\fs16\expnd2\expndtw10\lang1024\super N.T.2}{\fs16\expnd2\expndtw10\lang1024  Sabe-se que, depois de alguns experimentos, Alexander se utilizou de mais de um espelho para observar-se por todos os lados.}}.T.2}{\f122\fs24\expnd4\expndtw20 
\par 
\par Se ele percebeu ou n\u227\'8bo, o que ele estava observando no espelho era movimento. A fala e a respira\u231\'8d\u227\'8bo s\u227\'8bo movimentos e em recita\u231\'8d\u227\'8bo dram\u225\'87tica, a execu\u231\'8d\u227\'8bo de gestos tamb\u233\'8e
m provocaria movimentos de seus bra\u231\'8dos e m\u227\'8bos. Ele observou sua maneira de falar, como o fazia no dia a dia, e ent\u227\'8bo a comparou com a maneira com a qual ele recitava, esperando ver alguma diferen\u231\'8da, e talvez, na diferen
\u231\'8da, encontrar a indica\u231\'8d\u227\'8bo como resposta. N\u227\'8bo h\u225\'87 qualquer documenta\u231\'8d\u227\'8bo sobre \lquote o qu\u234\'90\rquote  ele conversava com a imagem no espelho, ou mesmo o que a sua fam\u237\'92
lia achou desse estranho procedimento.
\par 
\par Depois de muita observa\u231\'8d\u227\'8bo paciente, ele percebeu tr\u234\'90s coisas que pareciam estar acontecendo em passagens dif\u237\'92ceis durante o seu recital: ele estava contraindo os m\u250\'9csculos de seu pesco\u231\'8d
o, o que resultaria no puxamento da cabe\u231\'8da para tr\u225\'87s, comprimindo sua laringe e inspirando for\u231\'8dosamente o ar para dentro da boca produzindo um som arfado. Mais tarde, ele viu que tamb\u233\'8em fazia essas mesmas tr\u234\'90
s coisas enquanto falava normalmente, mas em um grau muito menor. Essas tr\u234\'90s coisas pareciam ser parte de um padr\u227\'8b
o de mau uso e movimentos mal coordenados, que pareciam estar conectados de alguma forma. Em tentando perceber se alguma dessas a\u231\'8d\u245\'9bes causava as outras, ele descobriu que se pudesse prevenir o puxar de sua cabe\u231\'8da para tr\u225\'87
s, a press\u227\'8bo sobre sua laringe diminu\u237\'92a e sua respira\u231\'8d\u227\'8bo fazia menos barulho. Ele considerou, mais tarde, que essa descoberta fosse da maior import\u226\'89ncia porque o fez concluir qu\u227\'8b
o essencial, para o movimento coordenado e o bom uso, \u233\'8e a soltura dos m\u250\'9csculos do pesco\u231\'8do e o conseq\u252\'9fente porte da cabe\u231\'8da sobre a coluna.
\par 
\par Mas o ser humano funciona como uma unidade. N\u227\'8bo foi suficiente pensar que o problema estava resolvido trabalhando somente em uma parte. Ele veio a perceber que o mau uso de seu pesco\u231\'8do e cabe\u231\'8da era \lquote uma parte\rquote  do padr
\u227\'8bo total de mau uso que atingia at\u233\'8e os dedos de seus p\u233\'8es. Alexander ent\u227\'8bo estabeleceu que o mau uso de si pr\u243\'97prio, era o mesmo com o qual ele levantava uma x\u237\'92cara, agachava-se para pegar qualquer coisa do ch
\u227\'8bo, ou o mesmo mau uso com o qual nos sentamos, nos levantamos, andamos... todas essas maneiras formam nosso padr\u227\'8bo particular de nos usarmos. Erramos, assim como ele, na maneira de fazermos mais esfor\u231\'8do do que o necess\u225\'87
rio para nos deslocarmos e nos movermos.
\par 
\par Alexander descobriu, depois de semanas, meses e at\u233\'8e anos de contratempos e novos come\u231\'8dos}{\cs17\f122\fs24\expnd4\expndtw20\super N{\footnote\ftnalt \pard\plain \s20\qj\fi-284\li851\widctlpar\faauto\adjustright\rin0\lin851\itap0 
\f12\fs20\expnd2\expndtw10\lang1024\cgrid {\cs17\f122\fs16\super N.T.3}{\f122\fs16  Alexander nos d\uc1\u225\'87 um relato detalhado e interessant\u237\'92
ssimo desse processo (que durou de sete a dez anos) no seu terceiro livro The Use Of The Self (O Uso De Si Mesmo - Martins Fontes) ao longo do cap\u237\'92tulo intitulado The Evolution Of A Technique (A Evolu\u231\'8d\u227\'8bo De Uma T\u233\'8ecnica).}}
.T.3}{\f122\fs24\expnd4\expndtw20 , que o que ele realmente deveria fazer era prevenir sua forma habitual imediata de reagir \u224\'88 id\u233\'8eia de falar, ou mesmo, \u224\'88 ideia de fazer qualquer outra coisa, de
 tal forma que ele teria que se dar mais tempo para pensar, permitindo que a nova maneira de \lquote se usar\rquote  pudesse funcionar. N\u227\'8bo foi uma quest\u227\'8bo de se for\u231\'8d
ar a fazer as coisas diferentemente, mas sim uma maneira de parar de fazer as coisas erradas, de tal forma que as corretas pudessem acontecer. E quando ele estivesse apto a manter essa nova maneira de usar-se e, por conseq\u252\'9f\u234\'90
ncia, a nova maneira de usar sua voz, a rouquid\u227\'8bo desapareceu completamente e sua sa\u250\'9cde geral, que desde sua inf\u226\'89ncia nunca fora muito boa, melhorou e se estabeleceu at\u233\'8e o final de sua vida.
\par 
\par A essa altura, o leitor deve estar pensando: est\u225\'87 bem, \u243\'97timo que Alexander tenha conseguido resolver o seu problema vocal na Austr\u225\'87lia no final do s\u233\'8eculo passado, mas que relev\u226\'89ncia tem isso para n\u243\'97s 
que vivemos e trabalhamos na d\u233\'8ecada de 70?
\par Bem, para a nossa sorte, o trabalho de Alexander n\u227\'8bo parou nele. Ele desenvolveu uma nova maneira de ensinar outras pessoas para que seu trabalho continuasse at\u233\'8e os dias de hoje. No come\u231\'8do, ele n\u227\'8bo tinha a inten\u231\'8d
\u227\'8bo de ensinar ou qualquer raz\u227\'8bo para acreditar que algu\u233\'8em, al\u233\'8em dele, \lquote mal-usasse a si mesmo\rquote . Por\u233\'8em, depois que ele conseguiu resolver o problema de sua voz, ap\u243\'97
s os recitais que dava, as pessoas ficavam impressionadas com o seu porte, comando e controle, e passaram a pedi-lo que os ensinasse como o fazia. Mais tarde, ele teve que tomar a decis\u227\'8b
o se gostaria de continuar trabalhando como ator/declamador ou como professor e ainda bem que ele escolheu a de professor. Ele veio de Sydney para Londres em 1904, onde ensinou muitas pessoas, Aldous Huxley e George Bernard Shaw, entre outros, at\u233\'8e
 sua morte em 1955. Nos cerca de vinte anos precedentes \u224\'88 sua morte, ele iniciou um curso de treinamento para professores para instruir outros como ensinar o seu trabalho. Al
guns desses professores treinaram outros e, no momento, existem por volta de cem professores na Inglaterra e muitos mais nos E.U.A., Canad\u225\'87, Dinamarca, Fran\u231\'8da, Holanda, Israel, Su\u233\'8ecia, Su\u237\'92\u231\'8da e Austr\u225\'87lia.}{
\cs17\f122\fs24\expnd4\expndtw20\super N{\footnote\ftnalt \pard\plain \s20\qj\fi-284\li851\widctlpar\faauto\adjustright\rin0\lin851\itap0 \f12\fs20\expnd2\expndtw10\lang1024\cgrid {\cs17\f122\fs16\super N.T.4}{\f122\fs16  Esse n\uc1\u250\'9cmero - na 
\u233\'8epoca da corrente tradu\u231\'8d\u227\'8bo (Janeiro de 1999) - \u233\'8e de, aproximadamente, 780 professores membros afiliados \u224\'88 STAT, no Reino Unido e mais de 350 em outros pa\u237\'92ses do mundo (al\u233\'8em dos j\u225\'87
 citados, Uruguai, Espanha, \u193\'e7frica do Sul, Pol\u244\'99nia, Filipinas, Noruega, Nova Zel\u226\'89ndia, M\u233\'8exico, Mal\u225\'87sia, Luxemburgo, Jap\u227\'8bo, It\u225\'87lia, Irlanda, \u205\'eandia, Gr\u233\'8ecia, Alemanha, Finl\u226\'89
ndia, Col\u244\'99mbia, Bulg\u225\'87ria, B\u233\'8elgica, \u193\'e7ustria, Argentina, Ant\u237\'92gua e Brasil). A STAT \u233\'8e a maior, mas n\u227\'8bo a \u250\'9cnica, sociedade de professores da T\u233\'8e
cnica Alexander. Atualmente existe um grupo de 14 associa\u231\'8d\u245\'9bes internacionais afiliadas \u224\'88 STAT.}}.T.4 }{\f122\fs24\expnd4\expndtw20 
\par 
\par O leitor pode estar se perguntando: \ldblquote O que acontece em uma aula da T\u233\'8ecnica Alexander? Se eu fosse fazer uma aula, o que eu deveria esperar?\rdblquote  O que acontece em uma aula da T\u233\'8ecnica Alexander \u233\'8e t\u227\'8bo dif\u237
\'92cil de definir como o que acontece em uma aula de violino. Depende muito das condi\u231\'8d\u245\'9bes e necessidades do aluno no momento. \u201\'83 quase sempre ensinada individualmente. Mas, basicamente, n\u243\'97
s todos temos que aprender o que Alexander aprendeu: a mudar a maneira com a qual nos usamos a n\u243\'97s mesmos, desenvolver uma atitude de n\u227\'8b
o tentarmos desesperadamente chegar a um resultado a qualquer custo, mas sim de tomar cuidado para que possamos nos dar tempo para pensar como vamos atingir aquele resultado. Portanto, a maneira Alexander de trabalhar \u233\'8e
 primordialmente aprender a n\u227\'8bo fazer, a n\u227\'8bo tentar. Em uma aula, o aluno aprende isso de uma maneira pr\u225\'87tica atrav\u233\'8es das m\u227\'8bos do professor. O professor trabalha com suas m\u227\'8bos no aluno - mas n\u227\'8b
o para manipul\u225\'87-lo, ou nem mesmo para massage\u225\'87-lo, e sim para sugerir \u224\'88 sua musculatura uma orienta\u231\'8d\u227\'8bo gentil, guiando-o para um estado novo, leve e em eq\u252\'9fil\u237\'92brio. Se o aluno conseguir \lquote n\u227
\'8bo fazer\rquote , ou em outras palavras, deixar que o professor o guie nesse estado mais apropriado, ele perceber\u225\'87 uma mudan\u231\'8da acontecer. O grau de consci\u234\'90ncia sensorial dessas mudan\u231\'8d
as varia enormemente de pessoa para pessoa; portanto, algumas pessoas as perceber\u227\'8bo mais que outras. Mas, normalmente, as mudan\u231\'8das s\u227\'8bo percebidas como uma sensa\u231\'8d\u227\'8bo de leveza, facilidade e liber
dade de movimento. E, a partir da\u237\'92, o aluno tem a possibilidade de escolher se quer mover-se, continuando a usar-se a si mesmo dessa nova forma, ou se preferir\u225\'87 mover-se da forma habitual. Obviamente, se estivermos mudando padr\u245\'9b
es desenvolvidos no decorrer de muitos anos, uma mudan\u231\'8da permanente n\u227\'8bo ser\u225\'87 obtida do dia para a noite. Mas o aluno, que aprende a parar e se dar tempo para pensar construtivamente sobre os seus movimentos cotidianos, perceber
\u225\'87 que esse procedimento simples pode atingir resultados de grande repercuss\u227\'8bo. As mudan\u231\'8das na maneira com a qual nos movimentamos podem trazer mudan\u231\'8das positivas correspondentes ao nosso estado geral, com conseq\u252\'9f
entes efeitos na nossa vida e de comportamento nas pessoas com as quais entramos em contato.
\par 
\par }\pard\plain \qj\ri-595\widctlpar\faauto\adjustright\rin-595\lin0\itap0 \f122\expnd4\expndtw20\lang2057\cgrid {O aluno sendo um m\u250\'9csico, se dar\u225\'87 conta da import\u226\'89
ncia da facilidade e liberdade de seus movimentos e, se conseguir atingir isso na sua vida cotidiana, ele ser\u225\'87 capaz, com o tempo, de obter essas qualidades durante a execu\u231\'8d\u227\'8bo musical.{\*\bkmkstart INTERN_LINK1_}
{\*\bkmkend INTERN_LINK1_}
\par }}